Shabbat Shalom e Feliz 2011

Shabbat Shalom שבת שלום a Todos e um Feliz ano novo de 2011 שנה טובה, nesta passagem de ano calha também o nosso dia sagrado, os desejos não ficam apenas para um Ano Feliz, mas de um sincero desejo de paz em todos os lugares onde há guerra, de um maior empenhamento no combate à crise mundial para dar futuro aos jovens, ao desenvolvimento económico e social de países que sofreram catastrofes como o Haiti, que a política, a cultura, a ciência, a arte e todos os seus autores consigam segundo a vontade de D-us trazer-nos em 2011 um ano de paz.
Mas que sobretudo haja coexistência pacifica entre os homens de todas as raças e religiões, que os preconceitos caiam por terra e que judeus e muçulmanos palestinianos vivam em paz no Estado de Israel e no Território da Palestina.

בהצלחה
Mordechai Lael

Começou a ser celebrado o Hanukkah de 5771

O Hanukkah de 5771 ou 2010, começou a ser preparado e é hoje iniciado em todo o mundo, segundo o calendário hebraico, 24 de kislev, Yom Hamishi (quinta-feira) à noite acende-se a primeira vela da Menorah Hanukkiah, que é a vela auxiliar para acender as outras oito e a essa vela chamamos de "Shamash". A cada dia acender-se-á uma vela da Hanukkiah até ao oitavo dia que termina a Hanukkah.
Em todo o mundo, Rabis e membros das municipalidades. participam na preparação da montagem e acendimento das Hanukkiahs espalhadas por todo o mundo onde a comunidade judaica é significante. No Brasil, EUA, Alemanha (ver foto) Reino Unido entre outros, claro sem falar em Israel a nossa Terra-Mãe.
Na Alemanha a Hanukkiah foi instalada próximo a uma árvore de Natal de 17 metros de altura, decorada na semana passada no entanto o mau tempo na Alemanha, que já matou oito pessoa, tem afastou tanto curiosos locais como turistas, quer judeus ou não, de qualquer forma poder-se-á ver de algumas casas a Hanukkiah instalada na praça do Portão de Brandemburgo, onde oito rabis enfrentaram o frio e neve para dar alegria aos 200 mil judeus alemães.
A história da Hanukkah, está ligada ao domínio grego que impôs, após uma guerra sanguinária, perseguições severas contra os judeus, proíbindo a religião e queimando rolos da Toráh, provocou ainda a "Desolação da abominação" ao colocarem imagens de idolatria dentro do Templo sagrado.
Macabeu libertou Israel e retirou do Templo as imagens de idolatria, fez um novo menoráh de metal menos nobre, mas com uma ânfora com azeite para um dia fez-se o milagre de as luzes da Menoráh durarem oito dias. Daí as oito velas
mais a chumash que formam a Hanukkiah.

As Crianças costumam brincar com Sevivons ou Dreidels, piões com letras hebraicas, e essas letras são o נ Nun de Nes = milagre; o ג Guimel de Gabol = Grande; o ה Hey de Haya = Foi ou Era e o ש Shin de Sham = Lá, juntos formam a frase: "Um grande milagre aconteceu lá".
Para além disso dá-se às crianças prendas e também dinheiro o chamado Dmei Chanukkah דמי חנוכה ou dinheiro de Hanukkah, em idish dis-se Chanukkah Guelt.
As crianças comem doces e em especial um bolo chamado "Sufganiot" uma especie de Berliner com creme, que somando ao ambiente festivo, familiar e religioso tornam o Hanukkah uma festa com um grande sentido de identidade judaica desde a tenra idade.
Filipe Leal

Shoah Regressa às salas de cinema

"Shoah", o melhor documentário de sempre regressa às salas.

Este monumental documentário de Claude Lanzmann sobre o holocausto nazi, foi considerado pela edição nova-iorquina de revista "TimeOut", como o melhor documentário de sempre.
O filme vai voltar em 2011 ao circuito comercial norte-americano, 25 anos depois da sua estreia.
Shoah, de 1985, lidera a lista dos 50 documentários.

Suplemento "ípsilon" do jornal "Público", dia 26 de Novembro de 2010

 

A presença hebraica na distinta monarquia lusitana

É um facto que a sociedade medieval portuguesa vivia dividida em sectores com origens étnicas e religiosas distintas, havendo uma maioria cristã, e duas minorias, a judaica e a muçulmana. Sabia-se sem grandes rodeios quem era quem neste cantinho chamado Portugal, nos séculos XIII, XIV e XV.

Após o decreto de expulsão, desígnio do rei D. Manuel na defesa do ideal de (um reino e uma só religião), judeus e muçulmanos tornar-se-ao numa nova e odiada classe presente na vida portuguesa a partir do século XV, os cristãos-novos, e assim, nasceu no país uma divisão social que durará praticamente até aos nossos dias, porque na realidade, cristãos-velhos e novos sempre se manterão a uma distância apreciável, a real integração nunca foi objectivo de ambas as partes, e muito menos algo conseguido pelas autoridades régias.

Porém, nada disto foi impedimento para ligações amorosas, a provar isso mesmo são os imensos casamentos mistos, fruto muitas vezes de paixões avassaladoras. Que o diga a judia Inês Pires Esteves, filha do Barbadão, e D. João I, rei de Portugal, não foram casados é certo, mas deste relacionamento nasceu um filho, o D. Afonso, o 1º duque de Bragança, e o 8° Conde de Barcelos e Conde de Ourém.

Este D. Afonso era ilegítimo, mas recebeu uma educação esmerada e foi sempre bem acompanhado por nobres e pelo seu próprio pai, não escondendo de todos este filho.
D. João I fez doações importantes referentes a diversos bens a D. Afonso, e vai mais longe, estabelece condições para que este seu filho case com D. Beatriz Pereira de Alvim, condessa de Barcelos e condessa de Arraiolos, filha única e herdeira do seu melhor amigo, o famoso condestável de Portugal, D. Nuno Álvares Pereira, herói que salvou o reino em Aljubarrota.

D. Afonso herda todo um vasto património, criando as bases para que a Casa de Bragança se torne uma das mais importantes casas da nobreza portuguesa e europeia, dando origem a uma dinastia própria, a partir de 1640, com o rei D. João IV.


Não nos fiquemos por isto apenas, já D. António Prior do Crato, que muitos defendem a sua legitimidade como rei de Portugal, era filho do príncipe D. Luís e de uma cristã-nova, de seu nome Violante Gomes (A Pelicana), e neto do famigerado rei D. Manuel I.

Nasceu na cidade de Lisboa em 1531, morrendo em França exilado, em 1595.
Dizem que a dita senhora era lindíssima, e D. Luís acabou por não conseguir resistir ao encanto feminino de Violante.

Depois da morte do cardeal rei D. Henrique, seu tio, e perante a crise sucessória e a consequente ameaça de Castela, muitos cristãos-novos apoiaram o partido de D. António para se tornar rei.

D. António chegou a aclamar-se rei em Santarém, a 24 de Junho de 1580, no meio de um povo apoiante da sua causa. Ali prestou juramento perante todos, que morreria se fosse necessário pela defesa e independência do reino.

Tudo acabou por correr mal, Portugal perde a sua soberania para Filipe II de Espanha, e D. António Prior do Crato acabou por se refugiar em França, perseguido pelos seus inimigos.




D. António, Prior do Crato

Estes dois episódios são bem reveladores de como judeus e cristãos-novos deixaram tão forte presença histórica, e de uma maneira completamente transversal marcaram toda uma sociedade, até aqueles que aparentemente estariam menos expostos ou imunes a isso, a mui nobre e distinta monarquia lusitana.


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O Massacre de Chmielnicki

Segundo a história local, 12.000 judeus são massacrados por cossacos, liderados por Bogdan Chmielnicki. Os massacres de Chmielnicki resultaram na morte de centenas de milhares de judeus polacos e ucranianos.



Sucot a Festa das Cabanas

Após o Yom Kippur, comemorou-se, em todas as comunidades judaicas espalhadas pelo Mundo, A Festa das Cabanas, Sucot como é dito em Hebraico. סוכות ou סֻכּוֹת sukkōt, cabanas) é um festival judaico que se iniciou no dia 15 de Tishrei de acordo com o calendário judaico. Também conhecido como Festa dos Tabernáculos ou festa das colheitas visto que coincide com a estação das colheitas em Israel, no começo do Outono. É uma das três maiores festas do judaísmo, conhecidas como Shalosh Regalim, onde o povo de Israel ia em peregrinação ao Templo de Jerusalém.
A Festa é especialmente comemorada como cumprimento da Lei Mosaica, que nos dá a Mitzváh de comemorarmos esta festividade, que relembra-nos os 40 anos de deserto após a saída do Egipto.
Mas também nos lembra a reconstrução do Templo, por Neemias após a permissão dada por Ciro da Pérsia, aquando do grande exílio da Babilónia os judeus haviam perdido o seu Templo, o seu país, mas agarrando-se à sua fé em D-us nunca desistiram de regressar a Jerusalém. O mesmo podemos dizer que se repetiu com a grande Diáspora depois da guerra Romano-judaica, em que milhares de judeus foram massacrados, crucificados e expulsos da sua própria terra, para todos os cantos do Mundo, ainda assim agarraram-se com mais fé a D-us HaShem, e depois de 2000 anos conseguiram reaver a sua pátria, juntando o povo judeu num só Israel. Nenhum outro povo mostrou tamanha fé, nenhum outro povo após a perda de seu território permaneceu a existir como o povo de D-us o povo judeu. E o Senhor mostrou que está sempre com o povo judeu.
Por isso Sucot lembra-nos tudo isto, mas de uma forma curiosa, são usadas 4 espécies, que nos revelam as atitudes humanas perante a Toráh e a pratica do bem.
A Toráh diz:
"E tomareis para vós, no primeiro dia, o fruto da árvore formosa (Etrog), palmas de tamareiras e ramos de murta e salgueiro de ribeiras, e vos alegrareis diante do Eterno, vosso D'us por sete dias".(Levítico 23:40)
Ramo de Lulav - tem sabor, mas não tem cheiro, simboliza aqueles que estudam a Toráh mas não praticam as boas ações Nela ensinadas.
Ramos de Murta - tem um cheiro bom, mas não têm sabor, simboliza assim as pessoas que possuem boas ações, mas não estudam a Toráh.
Ramos de Salgueiro - não tem nem cheiro nem sabor, simbolizando todos aqueles que carecem tanto de estudar a Toráh bem como de fazer boas ações.
Etrog, é um tipo de Cidra amarela, tem paladar e aroma bons, simbolizando assim todos aqueles que tanto estudam a Toráh como praticam boas ações.

O Jejum de Gedáliah - צום גדליה

Logo a seguir aos dois dias de Rosh Rashaná, teremos o nosso primeiro Shabat de 5771, e no dia seguinte "o Jejum de Gedaliah" (Tzom Gedaliah - צום גדליה ).
Este jejum é feito em memória de Gedaliah Ben Ahikam, que foi o último governador da Judeia, fora nomeado por Nabucodonossor da Babilónia após a conquistara de Judá em 586 aEC, levando para o seu país os habitantes de Jerusalém; Mas Gedaliah foi considerado um traidor por alguns judeus entendiam que representava apenas o opressor, sobretudo por o Templo haver sido destruído, tendo portanto sido Gedáliah assassinado no dia 3 de Tishrei, e o seu assassinato representou o fim do sonho de autonomia que alguns judeus da época tinham, sobretudo porque Gedáliah e parte dos judeus que ficaram em Jerusalém esperavam que com a sua nomeação pudesse intervir para minorar o sofrimento e manter a unidade do seu povo, as represálias após o assassinato foram muito severas e vários judeus foram mortos.
O Jejum de Gedáliah é feito por um período de 12 horas, podendo começar ao nascer do sol e acabar ao por do sol.

Provérbios Judaicos


-A ausência faz o coração crescer mais afeiçoado.
-A beleza está no olho do observador.
-A beleza pode abrir portas, mas somente a virtude entra.
-A curiosidade matou o gato. A satisfação o trouxe de volta, é por isso que o gato têm nove vidas.
-A pedra caiu no arremessador? Desgraça para o arremessador. O arremessador caiu na pedra? -Desgraça para o arremessador.
-A tentação é doce no início e amarga no fim.
-A verdade fica de pé, a mentira cai. A mentira é comum, a verdade incomum.
-Acções falam mais alto que palavras.
-Aquele que come sozinho, morre sozinho.
-As grandes tempestades não duram muito, assim como as grandes felicidades não são eternas.
-Atravesse o rio onde é mais raso.
-Cérebro é melhor do que músculos.
-Com tempo até o urso aprende a dançar.
-Confia em Deus, mas amarra o teu camelo.
-Corte seu casaco de acordo com seu tecido.
-Da felicidade ao sofrimento é somente um passo; do sofrimento para a felicidade parece demorar uma eternidade.
-Mais importante do que vigiar os outros é controlar os próprios passos.
-Não chores o leite derramado.
-Não conte seus frangos antes que estejam chocados.
-Não ensinar o filho a trabalhar é como ensinar-lo a roubar.
-Não envergonhes os outros e não serás envergonhado por eles.
-Não julgue um livro por sua capa.
-Não me faça nenhuma pergunta, e eu não lhe direi nenhuma mentira.
-Não mordas a mão que te alimenta.
-Nenhum castigo é pior do que passar uma noite sem dormir.
-Num restaurante, escolha uma mesa perto de um garçom.
-O homem que pensa poder viver sem os outros está equivocado; o que pensa que os outros não viverão sem ele, está ainda mais equivocado."
-O sono é o melhor médico.
-O sorriso é uma das grandes armas do homem.
-O tempo é capaz de transformar tudo.
-O trabalho mais duro do mundo é não fazer nada.
-Olho por olho, dente por dente.
-Para o ignorante, a velhice é o inverno; para o instruído é a estação da colheita.
-Quando a sorte entra em casa, ofereça-lhe uma cadeira para se sentar.
-Quando o vinho desce, solta-se a língua do homem.
-Quem acrescenta coisas à verdade está a diminui-la.
-Se você se vinga, estará a regredir. Se sabe perdoar, estará a progredir.
-Um centavo economizado é um centavo ganho.
-Um cirurgião bom tem o olho de uma águia, o coração de um leão, e a mão de uma senhora.
-Um começo bom faz um final bom.
-Um coração alegre faz uma vida longa.
-Um homem bom em uma sociedade má parece o maior vilão de todos.
-Um mau trabalhador culpa as ferramentas.
-Um tolo e seu dinheiro são separados logo.
-Uma consciência culpada não necessita de nenhum acusador.
-Uma maçã por dia mantém o médico distante.
-Você não necessita de inteligência para ter sorte, mas necessita de sorte para ser inteligente.

קדיש - Kadish para um ente querido

Kadish (do aramaico קדיש "sagrado") é o nome que se dá à oração que um filho faz pela alma de uma mãe ou pai, falecido, visto que nossos pais nos trazem ao mundo, é digno e justo que nós os filhos os possamos libertar, com esta poderosa oração em aramaico, a lingua que os anjos não falam nem entendem.
O poder dado a esta prece tão especial, recitada regularmente nos funerais, em memória dos nossos entes queridos que partiram, com esta oração damos ênfase à glorificação e santificação do nome de D-us (Ha-Shem). Também podemos orar por outros parentes próximos que tenham falecido sem descendência.

Fui Sexta-Feira ao cemitério onde está sepultada minha mãe, que HaShem a tenha em paz, estava sozinho e coloquei o meu kipá, tirei o papel da recitação do Kadish e comecei a orar calmamente.
No fim fiz uma oração espontaneamente, pedindo a HaShem Heloheinu, todas as bênçãos no céu e que seus pecados lhe sejam perdoados.
Quando terminei, senti uma paz enorme, realmente senti o que é a paz, e creio que quando oramos pelos outros também D-us nos beneficia espiritualmente com suas bênçãos.
Na Toráh e no judaísmo em geral está um grande depósito de sabedoria e bênçãos ao dispor de todos nós, mais perto que nossas mãos e pés, no nosso coração, na nossa mente e com a nossa fé em A-do-nai Elohenu, poderemos fazer um mundo melhor para todos.


Shalom VeBrachá שלום וברכה

Downoad do Texto do Kadish: http://www.mykaddish.com/index.html

Lashon hara לשון הרע

Lashon hara לשון הרע, quer dizer "Falar perverso e maligno", "Má Língua", tem a ver com a maledicência, a fofoca, o diz-que-disse, e uma série de práticas e hábitos que visam falar da vida alheia, é considerado um pecado na Bíblia, evitar o Lashon hara é uma das 613 mitzvot, pelo que a sua prática é expressamente proibida em Levítico 19, 16: Não andarás como mexeriqueiro entre o teu povo; não te porás contra o sangue do teu próximo. Eu sou A-do-nai teu D-us, esta é a lei chamada: CHOK ISSUR LASHON HARÁ. חוק איסור לשון הרע (lei que proíbe a maledicência).
A maledicência é hoje em dia prática comum de uma sociedade sem D-us, uma cultura materialista, pérfida, desumana, onde as pessoas se julgam umas às outras e se condenam à revelia por tudo e por nada, onde a pessoa humana é desvalorizada sistematicamente.
Mesmo a TV, através de novelas, está cheia desses exemplos deploráveis que ao invés de educar distorcem e deformam a mentalidade da nossa juventude.
Vamos fazer uma campanha, lançada aqui, para se combater a maledicência, a fim de que todo aquele que tiver fé e se disser crente em D-us, se afaste da Lashon hara.
No trabalho, na escola e até na vizinhança e família ela tem de ser combatida, pois quem a criou não é outro senão o maligno, o inimigo da paz e do Bem.

Paz e Bençãos / שלום וברכה

Tatuagens

O que nos diz a Toráh?

As tatuagens, são desaconselhadas na Torah, no entanto do ponto de vista espiritual não se fica só pelo conselho, há uma proibição clara na Toráh, tal proibição é expressa no livro de Vayicrá/Levítico 19:28:
"E não fareis em vossa carne incisões por um morto, e não poreis em vós escrita de tatuagem - Pois Eu sou O Eterno!".
O corpo é o templo da alma, e deve reflectir o espírito que tem pelo invólucro bem cuidado, da mesma maneira que não destruímos a nossa casa que nos abriga, também não devemos destruir o nosso corpo.
O corpo é formado com os elementos da natureza e a alma com o elemento espiritual que provém de D-us, qualquer ofensa ao corpo e à alma é uma ofensa a D-us e uma rejeição clara da nossa missão nesta vida.
Como se pode perceber existe uma proibição taxativa em relação a tatuagem, e os israelitas não devem se utilizar dela. Na realidade, a proibição é extensiva a qualquer tipo de mutilação corporal ou auto-ferimento, mesmo que esta seja mínima, como é o caso do piercing.
No entanto, não deveremos ter perante o próximo uma atitude preconceituosa contra quem usa tatuagens ou piercings, são modos de vida, que devemos respeitar.

O Mau Olhado

Ayin Hará / עין חארה

A Hansa, colocada ao lado, é um amuleto usado não só por judeus mas também islâmicos e alguns cristãos contra o Mau Olhado, não é apenas uma questão de superstição, mas na Bíblia (Tanack) no Livro de Génesis capítulo 49, 22 Jacob/Israel abençoa José dando-lhe prosperidade, acima dos muros, e isso significa que estaria acima do mau olhado.
Portanto vimos que o mau olhado não é apenas uma questão de superstição, mas há de facto algo que leva as pessoas ao longo de milénios, independentemente das raças, credos e cultura ou extractos sociais a lutar contra este mal, que chamam de Mau Olhado, em hebraico diz-se Ayin Hará עין חארה, sendo que Ayin significa "Olho" e Hará significa "mau" ou "mal".

Pessach

A Pessach judaica e a Páscoa Cristã


Este ano 2010 a Páscoa Judaica a Pessach, foi comemorada conjuntamente com a Cristã,
Mas nem sempre foram comemoradas em separado, no inicio do Cristianismo, a Páscoa era comemorada pelo calendário lunar hebraico, daí cristãos e judeus comemoravam a Páscoa juntos, bem como o Shabbat e outras festas. Mas porquê passou a ser de outra forma, o que motivou trocar o Shabbat pelo domingo e a Páscoa em datas diferentes? A razão foi desenraizar o cristianismo das suas origens judaicas. Na realidade os romanos ao imporem isso, através de influencia sobre Bispos e outros membros do clero, pretendiam manipular e enfraquecer o cristianismo que tanto como o judaísmo tinham a sua força na observação da Toráh, suas leis e costumes, pois o D-us dos Cristãos é o mesmo. A-do-nai E-lo-hei-nu, a diferença é que para os Judeus ainda não veio o Messias mas para os cristão em particular os gentios sim.

Os Gentios são também parte da resposta desta separação no calendário, de ambas as religiões, pois o cristianismo sendo maioritariamente gentio, não se opôs às imposições do Imperador romano e do clero romanizado, pelo contrário acharam ou indiferente ou melhor, pois tinham outros costumes, que os cristãos iniciais, que os Nazarenos, quer sejam Ebionitas ou paulinos não tinham
O nome Pessach deriva do hebraico pessach que significa saltar, passar por cima; comemora a libertação dos judeus do cativeiro no Egipto e é a celebração da liberdade, a história da mobilização do povo para a conquista da liberdade. Para o povo judeu, recordar a saída da escravidão significa ultrapassar os limites que impedem a realização de seu pleno potencial. Em hebraico, Egipto é Mitzraim, que significa estreitezas, limites, angústias, aflições. O “Egipto” de uma pessoa pode ser seu egoísmo, desejos primitivos, vícios. Pessach é uma oportunidade de transcender as limitações e realizar o infinito potencial espiritual em cada aspecto da vida.
ultrapassando as aflições que estreitam nossos caminhos. A comemoração de Pessach não foi sempre a mesma. Mudou com o passar dos tempos, mas seu cerne é a liberdade. Originalmente, as comemorações de Pessach eram uma espécie de celebração da primavera, uma festa agrícola, à qual se juntaram as comemorações do Êxodo. “Observa o mês da primavera e guarde o Pessach do Senhor teu Deus, pois no mês da primavera o Senhor teu Deus te tirou do Egipto à noite” (Deuteronómio 16:1).

A matzá, a hóstia e a ironia

A ceia que foi a origem da Eucaristia era um seder de Pessach. A origem da hóstia é o pão ázimo (matzá). A palavra vem do latim hóstia (= vítima); significa “vítima oferecida em sacrifício para uma divindade” e “partícula de pão ázimo que se consagra durante a comunhão”. Em hebraico, as palavras correspondentes são Korban e Matzá, respectivamente. Antigamente na Igreja os fiéis ofereciam o necessário para o culto, sobretudo o pão e o vinho. Desde o século XI, o pão utilizado no altar é preparado à parte pelo clero. Ele tem que ser de farinha, ázimo e com marcas que o distinga do pão comum. No século XI, a Igreja católica ordenou que se utilizasse na Missa somente pão sem levedura. Quanto à forma do pão eucarístico, o Papa São Ceferino (séc. III) os chama de "coroas" por causa de sua forma redonda.
Para o cristianismo representa, a passagem de Cristo o Messias pela Terra e a sua passagem para o Céu, levando os pecados dos crentes, mas daí também se aproveitou em parte para lançar as raízes do anti-semitismo, pois o judeu foi acusado de deicídeo, ou seja assassinato de D-us, foi também uma razão para impor uma data diferente e de ameaçar com excomunhão todo o cristão que judaizasse e praticasse shabbat ou a pessach com judeus.
Ainda hoje se notam na sociedade portuguesa, actos de anti-semitismo nas palavras, como chamar judeu a uma pessoa má ou avarenta, menino rabino a uma criança que se porte mal, e outras palavras como judiar, judiaria etc.

Esperemos que as comemorações da pascoa que sejam conjuntas não apenas aproximem as duas religiões, mas levem os cristãos a reflectir as suas origens e a eliminar todo o sentimento de anti-semitismo que possa existir na sociedade portuguesa.

30% dos Portugueses descende de Judeus


Em Portugal, um dos países mais católicos da Europa, sabe-se das origens judaicas de muitas das gentes da população. Mas este conhecimento é limitado a uma minoria informada e culta, pois a maioria dos portugueses desconhece este facto, que por sinal foi revelado num estudo publicado pelo “The New York Times”, e a University of Georgetown, EUA, Onde o Prof. Jonathan Ray diz que cerca de 20 por cento da população portuguesa descende de judeus sefarditas, estudo feito com base em investigações no DNA das populações da Península Ibérica, ficou registado que 20 por cento dos portugueses e espanhóis são de origem judaica e 11 por cento de origem árabe e berbere. Essa disseminação da população judaica na Península deveu-se a três factores, 1º no Império Romano, onde a Diáspora força a fuga para terras distantes de Judeus expulsos de Israel após a destruição do Templo de Jerusalém. 2º Na conquista árabe no séc. XII os judeus mantiveram a sua liberdade e se desenvolveram e progrediram em igualdade aos muçulmanos numa primeira fase, depois foram perseguidos e se espalharam pela península, e arabizaram os seus nomes. 3º A conversão forçada de centenas de milhares de judeus nos séc. XIV e XV, adoptando nomes e sobrenomes portugueses, bem como impondo os costumes alimentares (daí vem a alheira e a farinheira – enchidos para fingir o consumo de carne suína), eram no entanto identificados e chamados de Cristãos Novos, termo com cariz pejorativo e claramente marginalizador, muitos foram destituídos dos seus bens, e famílias foram separadas, levadas para diversas possessões coloniais portuguesas.Contrariamente aos restantes países do mundo, Portugal, paradoxalmente com a sua cultura marcadamente católica, tem nas suas origens o sangue judeu. Já mesmo antes da conquista Romana, a península Ibérica era na Bíblia chamada de “Társis”, onde por sinal havia já uma colónia Judaica considerável. Em Lisboa na Altura do Reino do Al-Andaluz, a população Judaica era superior em número à população muçulmana e Cristã (na altura denominada de moçárabe). Os judeus à altura adoptavam nomes hebraicos, mas com o aumento da pressão islâmica na península passaram a usar nomes árabes, e até grandes Rabis escreveram obras literárias em árabe, como por exemplo o Sepher HaZohar, foi inicialmente escrito em árabe por Maimonides.A tradição popular portuguesa indica que as famílias com apelidos associados a árvores, flores ou vegetais são, supostamente, de origem judaica, embora na realidade com a conversão forçada dos judeus (Bnei Anussim significa Filhos dos Forçados) passaram a adoptar sobrenomes tipicamente portugueses para não sofrerem preconceitos. Hoje não é frequente um português assumir as suas origens judaicas, como fez por exemplo o antigo presidente da Câmara de Lisboa, Cruz Abecassis, o Antigo Presidente da República Jorge Sampaio, ou mais anteriormente, o capitão Barros Basto e os escritores Fernando Pessoa e Camilo Castelo Branco, entre outros. No entanto a população desconhece as bases do judaísmo ou da história hebraica de Portugal.

Fonte: The New York Times - DNA study shows 20 percent of Iberian population has Jewish ancestry

Shoah - Não esquecer nunca


Dia 27 de Janeiro foi o dia da Shoah (Holocausto), em memória dos judeus perseguidos, presos e assassinados pelo regime nazista e seus aliados, mas também é a lembrança de todas as perseguições injustamente cometidas contra o povo judeu, os seus algozes movidos por um ódio que só é entendido como a acção satânica para impedir a vinda do Mashaiah ao mundo, pretendeu sempre e em todos os tempos eliminar no mundo a semente da palavra de D-us (Torá) através da eliminação total do povo de D-us o povo Hebreu.
O anti semitismo não é só fruto da ignorância mais atroz e atrevida, mas é a prova cabal da maldade do Homem contra a vontade de D-us.
Temos de lutar contra esse mal, juntamente com outros crentes, cristãos, muçulmanos e todos os homens e mulheres de boa vontade, juntos temos que promover a verdade combatendo o antisemitismo, a xenofobia.
Desde Abraão, Isaac, Jacob (Israel), e Moises o povo judaico é o mesmo e não renúncia nem renunciará à sua fé, cultura, língua e tradições, reconhecendo sempre o mesmo direito aos outros povos e religiões.

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